Quando a fatura do cartão de crédito, o cheque especial e os empréstimos consignados começam a consumir mais do que a sua capacidade mensal de pagamento, o desespero se instaura. A boa notícia é que a recente Lei do Superendividamento (Lei 14.181/2021) funciona como um verdadeiro escudo para proteger o seu mínimo existencial.
Ao invés de tentar renegociar individualmente com cada credor — onde as taxas só aumentam e a dívida vira uma bola de neve infinita —, essa lei permite que o consumidor de boa-fé ingresse com uma repactuação global de dívidas. O juiz pode instituir um plano de pagamento unificado, onde todos os credores sentam à mesa e os juros predatórios são derrubados drasticamente para se adequarem ao seu orçamento real.
Mais do que fôlego financeiro, esse instrumento legal traz paz de espírito, estancando as ligações abusivas de cobrança e protegendo bens fundamentais da sua família contra bloqueios judiciais indevidos.